
Da janela do teu mar,
onde se pôs a fantasiar
o teu próprio tear,
manuseando tua rede
e o teu pensar.
Também fiquei fantasiando,
para o mar infindo olhando...
querendo entender seu derramar,
e assim, somente abarcar.
Tu vistes peixe, pedra e alga
eu vi nada mais que uma alma,
aflorando, abordando de si mesmo,
estafado, porém, grato...
sentindo a vida transpassar.
Suportou o fio da tua rede,
sobreviveu da sede
e da fome de sonhar!
de Silvia Trevisani
Um comentário:
Às vezes, os sonhos são o combustível de uma vida, mesmo quando não se realizam. Ficou lindo, Silvia!
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