A poesia na sala de aula

A poesia é a fala do coração. Use-a para aproximar-se do seu aluno e ajudá-lo a desenvolver o gosto e o prazer pela leitura.
A conquista nasce de um carinho, de um toque, de uma palavra certa na hora certa.
Não desperdice oportunidades. Se for preciso, crie, invente... Deixe a imaginação voar livremente.


"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor ". Madre Teresa de Calcutá.

“Educar é como dirigir em uma estrada cheia de curvas, exige atenção redobrada, pois, à medida que avançamos, um pouco mais nos é revelado". Silvia Trevisani

"Toda mudança começa primeiro em nós".
Mostrando postagens com marcador MÉTODOS PARA APRESENTAÇÃO DA POESIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MÉTODOS PARA APRESENTAÇÃO DA POESIA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O ALUNO, A POESIA E A HISTÓRIA


JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?
Carlos Drummont de Andrade
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/j/jose_poema_drummond

Atividade em grupo.

Com base na notícia a seguir, a sugestão é que os alunos façam uma pesquisa, refletindo as causas e os efeitos da Segunda Guerra mundial e um uma analogia entre os dois textos.

Brasil na Segunda Guerra - Vargas e Hitler
Ditador brasileiro preferia a neutralidade


"Passeatas da UNE exigiam que o Brasil declarasse guerra à Alemanha.
As semelhanças entre as ditaduras de Getúlio Vargas, Adolf Hitler e Benito Mussolini já foram apontadas por muitos historiadores. O próprio nome Estado Novo foi tirado de outra ditadura européia da época, instituída por Salazar em Portugal, país que se manteve oficialmente neutro durante a Segunda Guerra.

Também é fato notório que entre os membros do governo Vargas havia simpatizantes do Eixo. O mais famoso deles era Filinto Müller, chefe de polícia do Distrito Federal, e responsável pela deportação de Olga Benário, mulher do líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes, para a Alemanha nazista.

Antes do rompimento das relações diplomáticas com o Eixo, o Brasil de Vargas mantinha boas relações comerciais com a Alemanha e a Itália. Em 1936, Brasil e Itália firmaram um acordo para compra de submarinos italianos, que seriam pagos com algodão e outros produtos brasileiros. O exército brasileiro também importava armamentos da Alemanha nazista.

Em junho de 1940, num discurso proferido a bordo do encouraçado Minas Gerais, Vargas elogiou o nacionalismo das "nações fortes", uma referência indireta às ditaduras direitistas da época. Tal discurso foi proferido para a cúpula das Forças Armadas do Brasil. No entanto, entre manter boas relações comerciais com os países do Eixo (e mesmo nutrir certa admiração por esses países) e aliar-se com eles numa guerra há enorme diferença".

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O ALUNO, A POESIA E O MEIO AMBIENTE

Meio ambiente / água
                                                         

Planeta água

“Água que brota do solo,
Que chora! Implora inocente!
Quer saciar nossa sede!
Ainda tem pena da gente!
Nasce pura com suave textura…
Dos rios, dos lagos, dos mares…
Faz redemoinhos e segue solta!
Encrespa os mares e serve os lares.
Surge e segue além das fronteiras…
Se doa aos filhos dos filhos…
e serve os filhos da gente.
canta com as cachoeiras e encanta!
Água que cobre a superfície da terra,
desce cantarolando pela serra,
Com seus recursos abundantes,
Atiçando a mente dos estudantes.
Planeta que resiste às explosões,
e brota de um único fio de esperança,
que luta pela criança…
Sobrevive de emoções.
Água doce, salgada e sagrada!
Escolhida, bendita e bem acolhida.
Lava a nossa vida e a nossa alma.
Que seja sempre planeta água!
Que assim seja! Nosso Planeta!”

TREVISANI, Silvia. Se as estrelas falassem..., 2007 - p.16.

O texto a seguir deverá ser lido e refletido pelo aluno, podendo ser realizada em grupo.
Na semana em que a Organização Mundial de Saúde, as redes ambientais e as comunidades das águas comemoram o Dia Mundial da Água (22 de março), temos as piores manchetes relacionadas ao precioso líquido.
Um desastre ecológico acontece nas águas das costas brasileiras, com o afundamento da maior plataforma de petróleo do mundo, a P-36, com a lamentável morte de dez trabalhadores, os jornais noticiam o primeiro caso de morte por dengue hemorrágica, a Rede CTA-UJGOAIS noticia que "barco com 8 mil toneladas de ácido sulfúrico afunda na costa espanhola", o Ministro da Saúde defende no nordeste a ampliação do saneamento básico que, sua falta, causa altos índices de mortalidade infantil, o risco de corte de energia elétrica no sudeste e o racionamento de água em São Paulo são quase certos.
Sugere-se que o aluno faça uma pesquisa: O que podemos fazer para preservar nossos recursos hídricos? 
Depois, uma analogia entre a pesquisa e a poesia apresentada.